19.1.12

Vazamento de gás


O título do post já diz tudo e não deixa margem para interpretações errôneas, tampouco gracinhas, pois o assunto é sério.

Hoje, pouco antes do horário do almoço, minha mãe veio me pedir ajuda para trocar o botijão de gás da cozinha, pois este havia esvaziado. Como de costume, fiz a substituição, verifiquei possíveis vazamentos com espuma e, ante nenhuma irregularidade, dei por finalizada a troca e minha mãe deu seguimento à preparação do almoço.

Aproximadamente duas horas depois –eu já havia almoçado– veio o vizinho me alertar que estava sentindo cheiro de gás. Imediatamente fui averiguar e, para minha surpresa, o gás estava realmente vazando, e muito! Era possível escutá-lo. Mais que depressa avisei minha mãe e desconectei o regulador de gás. Examinei a válvula do botijão e nada, perfeita.

Ao observar o regulador é que me surpreendi; ali constava "Validade até Dezembro de 2005". Nem pensei duas vezes e fui na hora à loja de materiais comprar um novo.

Troquei a tal peça e o problema foi resolvido.

Graças a Deus que nada de ruim aconteceu –e poderia mesmo, ter acontecido...
Neste momento, mais tranquilo, escrevo a todos os meus leitores este alerta, para que olhem em que estado se encontra o regulador de gás de seus lares. Se estiver vencido, TROQUE-O por um novo, AGORA! Eu paguei pouco mais de 20 reais por um –que tem validade por 5 anos– e só é preciso de uma chave de fenda para substituí-lo.

É um custo ínfimo, se considerarmos a destruição que essa economia (ou displicência) é capaz de causar. E está dado o aviso. Cuidem-se e avisem aos que estimam, também.

14.8.11

Distintos

Aproveito a data de hoje para prestar minha homenagem aos pais, mas não indistintamente a todos. Não. Tiro o chapéu e faço reverência aos pais que fazem jus ao título. Explicando...

Assim como diferencio mães – autênticas mães que cuidam de seus filhos – de meras parideiras, considero pais somente os que cumprem com seu papel perante a família gerada. Quanto aos outros, aqueles que abandonam seus próprios filhos à própria sorte, os denominaria de "réles 'fazedores' de bebê", nada além disso e estes, somente meu desprezo e lástima merecem, pois pouco se diferem de uma ameba, procriando por instinto, sem consciência alguma. Mas deixêmo-los (os pseudopais) de lado e vamos aos merecedores da homenagem...

Os pais, ah! Os Pais.
Pai de verdade é aquele que nos ensina com seu próprio exemplo; com seus atos, atitudes, com sua personalidade irretocável. Digno é, de admiração. Não se impõe por palavras ditas em tom severo ou chineladas –embora muitas vezes possa ter sido necessário e, hoje posso dizer, tenha sido mesmo merecido– mas tão somente por seu caráter, que pode se traduzir em um olhar de repreensão ou no silêncio que consente, embora preocupado e, no fundo, extremamente amoroso.

O pai não é, de forma alguma, alguém a ser esquecido. Quer seja abandonado num asilo, insalubre ou não, ou mesmo após sua morte. O pai é, sempre foi e será, aquele que nos criou, por fora e por dentro também.

E acho que não tenho mais nada a acrescentar, pois a emoção me abate...

Um Feliz Dia dos Verdadeiros Pais !!!

21.5.11

O tempo passa...



Você reconhece esta sexagenária? Não? É a atriz Maria Antonieta de Las Nieves.
Continuou na mesma? Então veja este bordão:

– "Ai, Chaves, o que você tem de burro, você tem de burro!"

Se você continuou na mesma –sem entender absolutamente nada– é porque nunca assistiu ao seriado eternamente reprisado pelo SBT, Chaves. Mas se você reconheceu a célebre frase acima...

É, esta é a Chiquinha.

Cada vez que paro pra pesquisar sobre assuntos nostálgicos e me deparo com verdades assim me sinto mais velho.
Isso sem contar com os personagens que já são falecidos...

:/

17.5.11

Adianta gritar?

Existem certos locais aonde vou "por obrigação" ou por absoluta falta de opção e o mercado Bompreço é um deles. Eu tinha pontos remanescentes de um extinto cartão de fidelidade –que, a propósito, foi encerrado por sua administradora sem justificativa alguma– e precisava gastá-los, com um vale-compra. E isso só poderia ser feito naquela loja.

Peguei alguns produtos no valor correspondente ao do vale e me dirigi à fila do caixa. Como de costume, lá estava aquela grande fila que sempre me desmotivava a fazer compras ali. Contudo, e conforme já dito no início, eu não tinha escolha. Resignado, enfileirei-me e aguardei.

Havia ali, na fila única do chamado "caixa rápido" –ou caixa para poucos volumes, para ser mais condizente com a realidade– vinte pessoas, aproximadamente. Na área dos caixas, de uns dez, apenas dois estavam funcionando. E nada da fila andar...

Repentinamente uma cliente, que estava pouco atrás de mim, começa a reclamar: "Mas isto é um absurdo! É uma falta de respeito! Só dois caixas e toda esta gente aqui esperando! Quem é o responsável por isso aqui?" Guardou seu lugar na fila e foi atrás de alguém que desse um jeito naquela morosidade.

Minutos depois retorna e continua seu discurso, em alto e bom som: "É por isso que essa porcaria não melhora; ninguém fala nada, ninguém faz nada, todo mundo fica aqui quietinho, só esperando..."

Sim, todo mundo. Eu inclusive. E me recordei da primeira vez em que entrei num Bompreço, aqui em solo pernambucano, há mais de 4 anos...

Era uma fila de poucas pessoas. Mas não avançava. Passava 5, 10, 20 minutos... e nada de eu conseguir passar minhas compras. Perdi a paciência e, tal qual aquela senhora de hoje, comecei a resmungar sem pudor algum. Falei, pra quem quisesse ou não ouvir, que "em São Paulo é que tinha um mercado decente, com atendimento eficaz" e tal...

Pois é, há mais de 4 anos.
E o que mudou desde então, desde este meu chilique numa fila? Nada.
As fileiras de caixas continuam sendo mais "decorativas" que funcionais e as pouquíssimas que são ocupadas, os são por funcionários sobrecarregados, desmotivados, que visivelmente não estão nem aí para as carrancas e praguejos dos clientes exaustos de esperar.

E então refleti...
Os comerciais de mercados daqui enfatizam o preço baixo e, no máximo, a qualidade e variedade de seus produtos. Não destacam o atendimento porque isso lhes é indiferente, irrelevante; o consumidor faz qualquer sacrifício para pagar menos, além de que, já está habituado a perder seu tempo em filas... devem pensar.

Assim, à custa da paciência do consumidor, empresários lucram empregando o mínimo possível de funcionários e pouco se importando com o stress a que estes se submetem. Perder a clientela para a concorrência só por causa disso? Pouco provável, pois o concorrente trabalha, igualmente, com a mesma filosofia de contenção de gastos e indiferença perante um ou outro cliente irritado em suas filas...


Num dos parágrafos anteriores eu havia mencionado que "em SP tinha um mercado decente..." e retomo o ponto pra corrigir: tinha e ainda tem, é o Andorinha, localizado na zona norte da capital. Este mercado é um dos poucos que já vi até hoje, que não se atém só na questão do preço, que não faz disso seu único estandarte e justificativa pra tudo. É um estabelecimento que preza também pelo conforto de seus clientes e a motivação de seus funcionários, conforme é possível constatar nestes depoimentos no site da empresa.

Algum cético poderá até descrer de tantos elogios, achando tudo forjado e manipulado, mas se assim fosse, como iria se explicar o constante crescimento dessa loja que, a propósito, conheço há mais de duas décadas e que foi capaz de construir um shopping center anexo ao seu mercado?

Sim, muitos são os shopping centers que nasceram com mercados como loja âncora, mas já viram o inverso? É o Hiper Center Andorinha.

Agora voltemos ao grandalhão Walmart (dono do Bompreço). Vejam a notícia:
" A rede de supermercados Wal-Mart informou nesta terça-feira que registrou um aumento de 3% no lucro do primeiro trimestre, com crescimento dos negócios no exterior e um rigoroso controle de custos."

Bem se vê de que se trata o tal "rigoroso controle de custos", não é mesmo?
E... por que será que lá nos EUA eles não lucram tanto? É algo em que os empresários pernambucanos –ou investidores de outros estados ou mesmo países– poderiam e deveriam pensar.

10.5.11

Porque o Twitter funciona –e sobrevive

Num vistoso site institucional lá está o tradicional 'Fale Conosco'. Você, que tem algo a dizer, perguntar ou reclamar sobre a empresa, vai lá e escreve um caprichado e-mail.
Sites razoavelmente bem construídos dão a resposta automática, com uma gentileza ainda mais automatizada: "Sua mensagem foi recebida. Agradecemos pelo contato" ou coisa semelhante. Você, crente de que alguém certamente lerá seu e-mail e o responderá em breve fica aguardando.

E aguardando... e aguardando...

Vem o infâme Dia de São Nunca –ou acaba sua paciência, o que vier primeiro– e só então você se dá conta de que ninguém leu e nem lerá sua mensagem enviada. Ou se leu, bocejou, coçou o saco e mandou suas palavras direto pra lixeira.

CLARO! Quem, senão somente você –e algum webmaster que não está nem aí pra porra nenhuma, talvez– saberá que aquela mensagem havia sido enviada? É aí que entra o "álibi" do Twitter: a tuitada fica lá pra toda a rede ver...

E, conforme o caso, saber que tal empresa não dá a mínima para seus clientes.

Pessoas jurídicas que só têm olhos "pro próprio umbigo" –ou seja, só tuitam eventos que enaltecem a si mesmas, aparentemente vivendo num universo egocêntrico e alheio a toda e qualquer crítica ou opinião, à parte, as que interagem com seus seguidores (e/ou clientes também) respondem imediatamente, cientes do dano de imagem a que se sujeitariam se deixassem alguém "falando pras paredes".

É o fato. É porque o Twitter se mantém. Não a única razão, tampouco a principal, mas certamente uma delas.


Sendo justo: este post não se aplica aos sites que têm consideração pelo contato on-line, que não se acomodam no fato de não haver provas para algum descaso. SIM, existem sites onde o 'Fale Conosco' funciona.