2.7.09

Um dia...

Coisas que nossos netos, incrédulos, ironizarão:

Telefone celular era coisa de rico. E só servia pra falar;
Fralda não era descartável;
Monitor era verde. Não a carcaça, mas a tela e seu conteúdo;
Automóvel dava partida através de manivela;
Televisão era em preto e branco. Levava minutos para surgir a imagem. E não tinha controle remoto;
Desconhecidos se cumprimentavam na rua. E sem segundas ou criminosas intenções;
A internet funcionava a 14.4kbps;
Filmadora pesava quilos e era usada apoiada sobre o ombro, tal qual bazuca. Arrastando metros e metros de cabos;
Crianças brincavam com bolinha de gude. E bolinha de gude era uma bolinha de vidro;
Havia um grande (extenso) país, a URSS, com o mais famoso rival da CIA, a KGB. E duas Alemanhas, duas Coréias. E nenhum Distrito Federal, aqui;
Fumar era sinônimo de glamour e status;
O relógio era carregado dentro do bolso. E não por temor de ladrões;
Latim era lecionado em todas as escolas, não apenas nas de Direito.
Espanhol também era, e o Mercosul ainda nem existia;
O Brasil já teve dinheiro de plástico. E não era cartão de crédito, de débito ou pré-pago;
E eu já tive cabelo, um dia...

:/

25.6.09

Curtas

• Às vezes fico confuso aqui, em Pernambuco.
Hoje, quarta-feira 24 de junho, é dia de São João. Em São Paulo é um dia como outro qualquer. Deve haver festas, mas não é feriado. E aqui é. Pra mim, desde ontem à tarde, que só trabalhei meio-expediente.

No começo desta noite lancei no Twitter a pergunta "Seu São João foi bom?" À qual minha amiga sergipana Adriana respondeu "Se for, amanhã te conto". Ué, ainda não foi, vai ser??
Até agora não entendo o por quê de não ter trabalhado normalmente, ontem...


• Numa destas manhãs, ainda meio desacordado, tive a impressão de ouvir o José Sarney afirmando no rádio que o tal mordomo da Roseana – o que ganha 12 mil reais por mês – na verdade não é mordomo dela, é chofer do Senado. Foi isso mesmo? PÔRRA MEU! Por um salário de 12 mil eu virava até chofer de caminhão de lixo. E nem ia achar ruim o fedor...


• Também agora de noite acho que ouvi o Joelmir Betting (ou foi o Ricardo Boechat?) informar que os funcionários do INSS estão em greve, reivindicando uma redução na carga de trabalho das tradicionais 40 horas semanais para 30, e sem redução de salário. Foi isso mesmo (part II)?! PqP! E nem quero saber quanto ganha um funcionário dessa instituição, pra não me indignar ainda mais...


• Onde foi parar aquele sujeito insuportável dos comerciais das Casas Bahia, o do bordão "Quer pagar quanto?" Estou achando que cedo ou tarde ele ressurgirá. Tal qual Carlos Moreno que, eterno garoto-propaganda da Bombril e havia se despedido da carreira e dessa fama... está de volta.

Trânsito


Esse twit da Soninha, a deputada paulista, me deu a idéia pra escrever: Afinal, quem – ou quê – atrapalha a fluidez no trânsito?

Logo de cara vou descartando os "personagens" mais óbvios desse "dramalhão" urbano; ruas esburacadas, veículos caindo-os-pedaços pifando o tempo todo e no pior local, (in)evitáveis alagamentos causados pela chuva – pois é, a culpa é da chuva, da natureza! Ela não tem advogado de defesa mesmo, não é? – e o excesso de veículos... precisa comentar? Para me ater a outra coisa que também emperra o trânsito: A morbidez.

Ilustraria bem o texto uma situação verídica onde eu estava dentro de um ônibus e, deparando-nos com um longo congestionamento, muito tempo depois viemos a saber por qual motivo: Um acidente. O coletivo onde eu estava passou, lentamente, ao lado do local da colisão entre outro ônibus e um caminhão. Todos esticaram o pescoço pra ver o cenário. Nessa hora ouvi, de uma senhora que impassivelmente vasculhara o local com os olhos, e em franco tom de decepção:
– Ah, mas não tem nenhum ferido...

Não sei se é por esse estranho gosto em ver sangue, ou por preocupação, ou então compaixão, mas todo mundo passa muito lentamente ao lado de um acidente. Precaução? Não creio. Quantas vezes já vi guardas de trânsito, policiais rodoviários a tentar, inutilmente, agilizar o trânsito? Acenam, gritam aos motoristas para passarem logo. Em vão. E lá se vai formando o congestionamento atrás...

Se ao menos o povo perdesse essa mania, essa atração pelo mórbido, acho que pelo menos um motivo a menos teríamos, para emperrar as nossas ruas e estradas.

Voltando ao que disse a Soninha, ônibus atrapalham ônibus, sim. Mas considero isso um mal menor. Antes tê-los em demasia, que ficar à mercê de lotações – estes sim, parecem não seguir a regra alguma, senão a infâme de Gérson – ou ficar minutos que quase são horas, plantado num ponto de ônibus à espera do coletivo que parece nunca vir. E quando vem, está tão lotado que nem pára, passa direto.

21.6.09

Top 10 do período

Segundo o Google Analytics, estes são os leitores que mais estiveram presentes aqui, no período de 30 dias. Não se refere a leitores assíduos, como pode se perceber. Mas o que me surpreende é que muita gente que se interessou por este espaço, dedicou alguns minutos ou segundos de sua atenção e... nem fiquei sabendo! São tímidos ou não gostaram do conteúdo, será?

Gente silenciosa, críticas também são aceitas, se for o caso. :)
E, sendo um silêncio positivo ou negativo, imito minha companheira de blogosfera Caminhante Diurno e agradeço a visita. Muito obrigado, pessoal.

16.6.09

Falando (mal) da novela

– O tema musical: Só entendo o "Tico mia" da primeira frase e mais nada. O que me leva a lembrar daquele forró (era forró?) cheio de segundas intenções, que cantava o cotidiano de um felino chamado Tico: "Tico mia na cama... Tico mia no sofááá~ ..."

– Não engulo a Eliane Giardini como indiana de jeito nenhum. Ela não tem nada do biotipo de uma! Ironicamente, a Dira Paes que – esta sim! – tem, não interpreta uma indiana.
Bem, pelo menos não colocaram a Vera Fischer como indiana...

– Impressão minha ou tem um Oompa Loompa (um daqueles seres estranhos do filme "A Fantástica Fábrica de Chocolate") na abertura da novela? :o