Atrasado, mas quero deixar registrado o meu inconformismo com o final da novela global "Belíssima". Puxa vida, ao menos na ficção poderíamos ter uma válvula de escape para a revoltante impunidade que muitas vezes se vê, na vida real. Mas não; Bia Falcão terminou como princesa de um conto de fadas.
E, continuando no mesmo canal, vieram as Páginas da vida.
Novela curiosa, pois nunca vi tantos "cariocas" sem sotaque, juntos. Talvez seja a vingança dos paulistanos, que foram obrigados a acompanhar "paulistas" com um carioquêshhh para Romário nenhum botar defeito...
Poucos são os que falam o devido carioquês, à exceção do elenco infantil. E isso é um caso típico: Chego a imaginar que só existam escolas cênicas infanto-juvenis no Rio de Janeiro, pois de cada dez crianças, nove "chiam" mais que a Suzana Vieira pra falar.
(E vou mudar o foco do assunto antes que meus amigos do outro lado da ponte-aérea comecem a me atirar tomates podres, heheh)
E alguém teve a infelicidade de assistir ao lastimável depoimento (daqueles que surgem ao final de cada capítulo) de uma distinta senhora que declarou, sem o menor pudor, que depois de certo dia ao ouvir uma canção do Roberto Carlos – e terminar por ficar sem calcinha e toda molhada (sic) – descobriu que não precisava mais dos homens?
Pois eu fiquei com pena do cantor.
E minha mulher, pasma com o absurdo.
Horário nobre, novela das 8, Rede Globo ?!
Eu hein...
Apologia à masturbação até vá lá, mas que ao menos seja de uma maneira mais discreta, mais sutil, mais elegante... mais condizente com o horário... e a emissora. (acho)
Mas que coisa
1 hora atrás
